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Numa época onde proliferam sites como myspace e a cada minuto surge um novo hit na web, me surpreendi ao “descobrir” uma banda pelas ondas do rádio. A emissora em questão foi a Oi FM, que, através do projeto Oi Novo Som passou a tocar “A Tira Gosto”, da Sobrado 112.

O som dos caras é uma mistura de MPB, com jazz, rap, funk e ska. Já tocaram com gente como Seu Jorge, Marcelo D2 e Lucas Santtana e o primeiro álbum, "Desmanche", foi gravado em 2007.



Se você não tem o costume de ouvir rádio ou ficou a fim de sacar o som dos caras agora mesmo, dá uma visitada no blog deles ou no myspace. Lá da pra curtir além de “A Tira Gosto”, “Favela” – uma das que mais gostei. No perfil dos caras no Oi Novo Som dá pra ouvir mais duas faixas: “Sampranfrant” e “Cabeça à Beça”.

Ah, achou o nome da banda curioso? Explico: os músicos se conheceram num casarão no bairro da Glória, no Rio de Janeiro. Lá eles moraram por um tempo e começaram a tocar. O número da casa eu não preciso dizer, né?
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Eles vão voltar!

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Pelo menos é o que parece... Boatos que pipocam na internet dão conta de que a banda The Killers se apresentará no Brasil ainda este ano. Segundo o jornalista Lúcio Ribeiro, Brandon Flowers e cia. se apresentam dia 22 de novembro no HSBC Arena (no Rio de Janeiro) e dia 25 de novembro, no Teatro Bourbon (em Porto Alegre). A apresentação de São Paulo seria a primeira, dia 21, mas o local ainda não foi definido. Só espero que não seja no Anhembi...

Apresentação da banda The Killers em Toronto, Canadá, em 24/01/09(site oficial)


Como (futuro) jornalista que sou, resolvi investigar essa história. Entrei no site dos caras e, até hoje, não foi divulgada nenhuma data por aqui. O mais perto que eles chegam é Buenos Aires. Porém, entre o show na Argentina (dia 27/11) e a apresentação no Peru (dia 19/11), há um espaço para a suposta turnê brasileira.
E mais, no twwiter da Mondo Entretenimento, empresa que possivelmente trará a banda para o Brasil, havia a seguinte promoção:


Precisamos de fãs do Killers, maiores de 18 p/ vídeo. Interessados enviar foto e nos dizer pq vc deve ser escolhido p/ social@mondoe.com.br from web


Espero que em breve os fãs que não puderam ver a banda em 2007, no finado Tim Festival, possam ouvi-la agora. E aos que, assim como eu, conseguiram resistir até às 5h da manhã de segunda-feira para ver a apresentação desejo mais sorte desta vez. [Leia-se melhor organização dos promotores do show].
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Gainsbourg, Le Provocateur

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Com as comemorações do Ano da França no Brasil, teremos inúmeras oportunidades de ouvir os grandes nomes da música francesa. E, logicamente, um dos artistas mais controversos do país homenageado não poderia ficar de fora. Serge Gainsbourg (músico, cantor, poeta, fotógrafo, artista plástico...) ficou conhecido mundialmente em 1970, ao escrever a canção “Je t’Aime, Moi Non Plus”. A música, de conteúdo erótico, causou polêmica na época em que foi lançada e chegou a ser proibida em alguns países.
Hoje, Je t’Aime tornou-se cult, e a obra de Gainsbourg virou alvo de pesquisa para os interessados em cultura pop.

Serge Gainsbourg

Para desvendar as mil facetas de Gainsbourg, o SESC Avenida Paulista exibe até 07 de setembro a Exposição Gainsbourg: Artista, Cantor, Poeta, etc que reúne vídeos, entrevistas, fotografias e documentos que ajudam o visitante a penetrar um pouco mais na vida de Serge.
Para dar voz às canções de Gainsbourg, o guitarrista Edgard Scandurra, e a banda Les Provocateurs uniram-se a músicos como Arnaldo Antunes, Fausto Faucet e Guilherme Arantes e, em toda sexta-feira do mês de julho, protagonizaram um show só com canções de Lucien Ginsburg – verdadeiro nome de Gainsbourg. Na última sexta, dia 31, pra fechar o evento em grande estilo, foi organizada uma charmosa festa na cobertura do prédio do SESC. Além do pocket show dos Les Provocateurs, o DJ Eduardo Beu animou a noite com músicas do universo do artista francês.

A apresentação foi curta, mas bem interessante. Como não havia palco, os músicos ficaram próximos do público, o que garantiu um clima intimista ao show. No set, destaque para a divertida “Couleur Café” entoada pelas belas Bárbara Eugênia e Juliana R. Porém, o grande momento da noite foi à execução de “Black Trombone”. Com vocais de Rodrigo Carneiro e Tiquinho (do Funk Como Le Gusta) no trombone, a versão combinou o suingue do jazz com a leveza do pop. No final do show, Scandurra convidou todo mundo a cair na pista e a festa seguiu noite adentro regada a muito vinho francês.

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Ana rocks!

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Acordar cedo não é uma coisa muito fácil pra mim. Ainda mais num domingo gelado e chuvoso como o passado (26 de julho). Porém, como errar é humano, mas persistir no erro é burrice [senão entendeu nada, dê uma lida no post anterior] resolvi tomar coragem, levantei da cama e fui até o Shopping Metrô Tatuapé assistir ao show da Ana Cañas.
Já tinha ouvido duas ou três músicas dela na rádio Alpha Fm, organizadora do evento, sabia que Caetano Veloso se impressionara com sua voz, que tinha clipe na Mtv , mas pouca coisa além disso. Pensei: deve ser mais uma candidata ao cargo de nova diva da MPB. Logo que Ana subiu ao palco percebi que havia algo diferente ali. A garota magrinha usava uma camiseta dos Ramones por baixo de um casaco a la Beatles, no melhor estilo Sgt. Pepper’s. Nos cabelos cacheados, nenhuma flor de tecido (acessório comumente encontrado nas atuais cantoras de MPB). Nos lábios, muito batom vermelho (sua marca registrada) e nos pés um surrado par de All Star.




Começa o show. Os hits são poucos (só conhecia “Ana” e “Devolve Moço”, as que tocam na rádio), o que não é ruim. Ana conquista aos poucos, música por música, a cada gesto. Sua presença de palco é incrível, impressiona pelo vigor. O papo que leva com o público entre cada canção é divertido, natural, espontâneo. Entre risos e palavrões a jovem cantora demonstra ter atitude. Esperta que é, cercou-se de grandes artistas, como os ex-Titãs Arnaldo Antunes (que assina a letra de “Na Multidão”), e Nando Reis (que a convidou para gravar “Pra Você Guardei o Amor”, em seu mais recente cd, Drês). O ex-ministro Gilberto Gil gravou os violões de “Chuck Berry Fields Forever”, música composta por ele em 1976, e que na versão enfurecida de Ana Cañas ficou ainda mais pesada. Quem ajudou a garantir peso extra ao show foi o produtor musical e ex-Mutantes Liminha – que assumiu uma das guitarras.
Ah, o maluco beleza também foi lembrado. Antes mesmo que alguém gritasse “Toca Raul!”, Ana Cañas surgiu com sua versão pra “Metamorfose Ambulante”.
Achou pouco? Tudo bem que ninguém incendiou guitarras e não teve bate-cabeça, mas pra um showzinho no shopping, dedicado à família e protagonizado por mais uma ‘musa’ da nova MPB está de bom tamanho, não tá?

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Tem que ouvir!

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Este post é para corrigir um erro. Um erro que cometi comigo mesmo. Explico: o Brasil é mundialmente conhecido por suas grandes cantoras. Dolores Duran, Elis Regina, Gal Costa... Poderia citar milhares de poderosas vozes femininas e, certamente, esqueceria de alguém. Pode parecer estranho, mas, às vezes, essa fartura musical atrapalha a vida de quem, como eu, é fanático por música. Todo dia um amigo aparece com um cd que eu pre-ci-so ouvir, ou um link do myspace de uma cantora fantástica ou a mídia proclama uma nova diva da MPB. Como a oferta é grande, temos que fazer escolhas e é aí que está o problema.


Faz tempo que ouço falar da Verônica Ferriani. A cantora acompanhou sambistas do quilate de Beth Carvalho, fez longas temporadas no badalado Ó do Borogodó e apareceu no Programa Som Brasil, da TV Globo em 2007. Até tentei vê-la na última Virada Cultural, no início de maio. Na ocasião Verônica se apresentou com o grupo Gafieira São Paulo, coletivo de samba-rock do qual faz parte. Porém, a Virada é um evento “péssimo” para fanáticos por música! Temos que escolher e aí... Aí a Verônica ficou pra próxima.

Terça-feira, 16 de junho. Fiquei sabendo que teria show da Verônica no SESC, às 21h. Pensei: é agora! Tive prova na faculdade (que fiz num tempo recorde) e corri pra Pompeia. Quando cheguei o show já havia começado, mas consegui entrar. A maioria das pessoas estava sentada. Estranhei, afinal de contas o show era de samba, na choperia, como o pessoal conseguia ficar parado? É verdade que uns casais arriscaram uns passos em “If You Want Be a Lover”, mas como não sou nenhum Fred Astaire, resolvi me juntar à turma que ocupava as cadeiras. Confesso que foi difícil ficar parado durante as duas músicas que se seguiram, “Com mais de 30” e “Barato Total”. A primeira inédita pra mim, e a segunda, numa versão tão interessante quanto a da Gal com a Nação Zumbi.

Quando estava quase levantando, Verônica anunciou a próxima canção, “Eu Amo Você”, do Tim Maia. Torci um pouco o nariz (embora adore Tim Maia, essa música não está entre as minhas preferidas) e quebrei a cara. O arranjo era excelente e a interpretação então... Emocionante. Na sequência vieram o frevo “Na Volta da Ladeira” e o delicioso samba de Paulinho da Viola “Perder e Ganhar”. A essa altura Verônica Ferriani já havia me conquistado, porém ainda tinha o bis.
Pra não restar dúvidas sobre o potencial da cantora, ela entoou “Eu Preciso Aprender a Só Ser” no melhor estilo voz&violão e finalizou a noite em ritmo de festa com “O que é, o que é?” do Gonzaguinha.
Nem preciso dizer que deixei o SESC querendo saber mais sobre sua carreia, se tem conta no myspace, vídeos no YouTube, e ansioso para repassar essas informações aos amigos que pre-ci-sam ouvi-la.


Para corrigir meu erro por completo, no último sábado, 25 de julho, prestigiei Verônica Ferriani novamente. Desta vez na Galeria Olido. Mas essa história conto depois, agora corre pro myspace dela porque você tem que ouvi-la!


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“E viva a boa música, alimento d’alma!”

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“... Se eu for citar todos que me influenciam e me influenciaram, seria gente demais... é muita gente, muita música, muita alegria, beleza e também tristezas em minha trajetória musical!”. Essas palavras ditas por Elza Soares, integram o programa do projeto Influências e resumem não só a carreira, mas uma parte da vida da cantora. Neste fim de semana, a carioca esteve na unidade da Vila Mariana do SESC-SP para apresentar um show inédito, inspirado em cantores e compositores que influenciaram sua carreira. Assisti ao show na sexta-feira, 24 de julho. No repertório, clássicos de Zé Keti (“Opinião”), Ary Barroso (“Camisa Listrada”) e Noel Rosa (“Com que Roupa”). Entre uma música e outra, divertidas histórias da filha de lavadeira criada na favela de Água Santa (RJ), que trabalhou com Grande Otelo e recebeu o título de Embaixatriz do Samba. Histórias como a do radinho velho de seu pai “que ninguém podia mexer” ou do dia em que se recusou a entrar em cena só de biquíni.


Para quem esperava ouvir apenas samba e jazz, gêneros que consagraram Elza Soares, a artista surpreendeu ao incluir no set list a bossa nova “Lobo Bobo” de Carlos Lyra e o funk carioca “Som de Preto.” Mas o ponto alto da apresentação foi a execução de “Vida de Bailarina” – sucesso de Ângela Maria. Além da potente e incomparável voz rouca, Elza Soares mostrou estar em ótima forma física, arrancando elogios da entusiasmada plateia. E mais, fez to mundo concordar com o que disse no programa do espetáculo: “E viva a boa música, alimento d’alma!”.
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Leo Cavalcanti canta Caetano & Gil

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Assim como Chico Buarque e Edu Lobo, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, Caetano Veloso e Gilberto Gil formam uma das duplas que mais contribuíram para a formação do cancioneiro popular brasileiro. A parceria foi, e ainda é, tão importante que, na quarta-feira, 22 de julho, o Projeto Conexões da Galeria Olido recebeu o cantor, compositor, multi-instrumentista e arranjador Leo Cavalcanti para interpretar canções clássicas de ambos de maneira criativa e peculiar. Leo é filho do compositor Péricles Cavalcanti e começou sua carreira aos 14 anos como percussionista de uma banda de música infantil do selo Palavra Cantada.
A apresentação teve um clima descontraído e intimista. A Vitrine de Dança, espaço escolhido para a o evento, contribuiu para essa atmosfera. O lugar é pequeno (acomoda no máximo 100 pessoas), não possui palco nem iluminação própria para shows, o que não chega a ser um problema. Pelo contrário! A produção, inventiva e original, utilizou materiais garimpados ali mesmo na região da Galeria – como papelão, caixotes de madeira e cocos verdes – para decorar o palco improvisado e a iluminação ficou (literalmente) nas mãos de um rapaz com uma engenhoca formada por três lâmpadas coloridas que eram movimentadas de acordo com a intensidade de cada canção.


E as canções... Não deve ter sido fácil selecionar apenas 12 músicas de um repertório tão extenso como o de Caetano & Gil. Neste quesito Leo saiu-se bem. O cantor atingiu o equilíbrio ao escolher composições de Caetano (“Alguém Cantando”), de Gil (“Era Nova”) e de ambos (“Divino Maravilhoso”). Errou algumas vezes, esqueceu a letra de “Se Quiser Falar com Deus”, mas não decepcionou. Talvez tenha apenas sentido o peso dos artistas que homenageou. Acertou na interpretação de “Fora de Ordem”, dramática no início e divertida no fim – com direito até a versos em japonês! [ou seria chinês? Ah, nem mesmo o bem-humorado Leo sabia... rsrsrs].
Aplaudido de pé pela plateia, Leo Cavalcanti se viu numa enrascada no momento do bis, já que não havia preparado nenhuma canção para o momento. A saída encontrada? Repetir “Fora de Ordem” e cantar uma música do papai – afinal de contas, era uma noite de homenagens.
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A força bruta de Rubinho Jacobina

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De acordo com os bons manuais jornalísticos, utilizar provérbios e frases de senso comum empobrece o texto. Eu concordo, afinal de contas a voz do povo é a voz de Deus, mas há momentos em que o uso desses recursos é imprescindível! É o caso da apresentação de Rubinho Jacobina, que esteve na choperia do SESC Pompeia dia 21, terça passada.
Filho do cineasta baiano Fernando Coni Campos, Rubinho prova que filho de peixe, peixinho é. Mesmo não enveredando pela sétima arte, seu DNA artístico manifestou-se cedo, só que na área musical. Assim como seu irmão, Nelson Jacobina, parceiro constante de Jorge Mautner, Rubinho destaca-se como um excelente compositor.
Integrante da Orquestra Imperial, onde canta e toca teclados, Rubinho lançou em 2005 Rubinho e a Força Bruta, seu único álbum solo até agora. No repertório estão as ótimas “Meu Gato Morreu”, “Toc Toc” e “Artista é o Caralho” que, obviamente, não ficaram de fora do show.



Talvez o Rubinho Jacobina valha-se de alguns ditados no seu dia-a-dia. Pois o provérbio Diga-me com quem andas que te direi quem és cai como uma luva sobre a formação de sua banda.
A Força Bruta não tem esse nome em vão. O power trio reúne a nata da nova música carioca: Pedro Sá (que, entre outros projetos, integra a Banda Cê de Caetano Veloso) assume o baixo; Gabriel Bubu (da banda Do Amor) toca guitarra; e a bateria fica a cargo de Domenico (do núcleo Domenico+2).
Pode parecer óbvio como chover no molhado, mas o show foi um sucesso! A apresentação de letras inteligentes, executadas com competência pela Força Bruta, somada a timidez carismática de Rubinho Jacobina só poderia dar certo. Assim como 2 e 2 são 4!

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Na hora do rush troque o som da buzina pela Ná Ozzetti!

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Segunda-feira, noite gelada em São Paulo... Após um dia de trabalho o que todo mundo quer é chegar logo em casa para descansar. Todo mundo mesmo! As ruas ficam congestionadas, a tentativa de pegar um ônibus transforma-se numa disputa e o metrô, lotado, parece andar a dois por hora.
Perante esse cenário, nada animador, que tal retardar a volta pra casa ouvindo boa música no centro da cidade, a poucos metros da Praça da Sé? Foi o que fizeram as 190 pessoas que compareceram à unidade do SESC na Rua do Carmo para o Segunda no Carmo, realizado no último dia 20. Com o objetivo de divulgar a MPB, este mês o evento recebeu a cantora Ná Ozzetti. Nascida em uma família de músicos, a paulistana iniciou sua carreira no fim dos anos 70, mas somente em 1988 lançou o primeiro disco solo. Por esse trabalho recebeu o prêmio Sharp de cantora revelação. Nos anos 90 lançou três cds e, em 2001, foi escolhida a melhor intérprete do Festival da Música Brasileira promovido pela Rede Globo.



Porém, se você, com seus vinte e poucos anos, está sendo apresentado à Ná Ozzetti agora, não perca a oportunidade de ouvi-la! Com uma voz afinadíssima e um timbre inconfundível, a cantora não perde o fôlego, nem o tom, em “Tico-tico no Fubá” e deixa a plateia boquiaberta em “Diz Que Tem” ao ir do grave ao agudo em segundos. A banda que a acompanha não fica para trás, e destaca-se em “O Samba e o Tango”, ao transitar entre os dois gêneros com sutileza e preciosismo.
Após noventa minutos de show, que passam voando, a volta pra casa parece mais tranquila. Não posso afirmar que o trânsito tinha melhorado ou que o metrô estava menos cheio, até porque, estes probleminhas passam desapercebidos quando a voz de Ná Ozzetti ainda ecoa em seus ouvidos.

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Luz, câmera, canção!

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O cinema e a música sempre mantiveram uma relação estreita. Mesmo antes da utilização de trilhas sonoras a “música incidental” já tinha uma posição de destaque nas narrativas cinematográficas.
Para celebrar essa bem sucedida união o SESC Pompeia lançou no último final de semana de abril o Projeto TRILHANDO, onde quatro diretores de cinema dividem com o público sua experiência na criação da trilha sonora de seus longas.

O convidado para estrear a primeira edição do evento foi Bruno Barreto, diretor de 18 longas-metragens, entre eles o recente Última Parada174 (2008), e o maior sucesso de bilheteria do cinema brasileiro de todos os tempos, Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976) – com mais de 12 milhões de espectadores. Fruto da união do produtor cinematográfico Luiz Carlos Barreto com a pianista Lucy Barreto, Bruno personifica a junção entre o cinema e a música. No set list, o diretor incluiu músicas compostas para seus filmes, como “O que será” (Chico Buarque) encomendada para Dona Flor e canções utilizadas em outras produções, mas que gostaria que tivessem sido criadas para suas obras – é o caso de “Um trem para as estrelas” (Gilberto Gil/ Cazuza) escrita para o título homônimo de Cacá Diegues lançado em 1987.

Para interpretar os 16 temas apresentados no show, Bruno Barreto escalou Márvio, o (ainda) desconhecido vocalista da banda carioca Cabaret, e a excepcional Gal Costa. A banda Seleção Natural completou o elenco produzido pelo multi-instrumentista e arranjador Lucas Santtana. E a apresentação ficou a cargo do jornalista Cunha Jr.
Agora só nos resta esperar pelas sequências desse blockbuster cinemusical.

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